Em 1984 deixei a Baixada Santista, subi a serra e fui morar em São Paulo. "Sampa" é uma adorável e instigante "terra de ninguém", se você não for muito esperto a cidade literalmente te engole. Acredito com toda a minha crença que quem lá viveu tem uma cota especial de experiência que não fará parte do currículo de quem por lá não se atreveu! Essa é a Banda Styloo e esse clube é o "Cassino Vila Sophia". Essa galera aí é um bando de gaúchos que caiu em "Sampa" de paraquedas e a procura de um guitarrista, me encontraram. Paulo nos teclados, Cezar no baixo, Zé na batera, Tanara no vocal e Bill Duque na guitarra. Só Pop Rock!
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Jornal "A TRIBUNA", Santos SP 1983, quando divulgando a I MOSTRA DE ARTES da Baixada Santista onde durante um final de semana no Tatro Municipal "Braz Cubas" diversas manifestações artisticas foram mostradas simultâneamente. Aqui o Grupo MAVANTARA se apresenta com uma formação diferente. Sentados: Dalmo Duque, Gilberto Clementino e Mia. Em pé: Bill Duque, Maurão e Willian. Há muitos anos que a mídia, quando a serviço do verdadeiro desenvolvimento social, sem manipulação, nos reconhece como agentes culturais e nos abre suas portas.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
FIM DO "COMEÇO"
Aqui já é comecinho dos Anos 80, já estamos um pouco mais verséteis musicalmente. O público continua o mesmo! Nessa época começamos a buscar infirmações mais técnicas que pudessem melhorar nosso desempenho como músicos instrumentistas e constatamos que essas informações não se encontravam onde deveriam estar, por incrível que pareça. Pior é poder afiramar que ainda hoje não se aprende a tocar em muitos lugares onde se "ensina música".
AINDA NO "COMEÇO"Embora já empunhando guitarras elétricas, a precariedade de equipamentos e de espaços para divulgação do trabalho artístico que desenvolvíamos naquela época era flagrante, sem contar que não havendo público muito interessado em ouvir as nossas "coisas", as apresentações eram quase sempre gratuitas e sempre em Instituições de Caridade. Vez ou outra aparecia alguém do poder público interessado em cultura, coisa rara, e até "rolava" um cachêzinho miserável que dava pra fazer manutenção nos instrumentos. Mia sentado tocando uma guitarra semi-acústica de 12 cordas - raridade; Eu empunhando uma Gianinni Stratosonic. No pedestal um microfone marca "sei lá" amarrado com fita crepe. Vocês não fazem idéia de quanto fora importante todas essas experiências para que eu pudesse hoje afirmar que pra ser Músico de Verdade, é preciso infinitamente mais do que simplesmente acreditar que se toca um instrumento!
Isso é 1979, São Vicente - SP, Litoral Paulista. Eu poderia dizer que foi o começo de tudo mas não foi. Da esquerda para a direita: Mia - Baixo; Zé Názara - Bateria; Gilberto Clementino - Flauta; Bill Duque - Guitarra e Maurão - Guitarra. Não foi o começo porque quando cheguei aí, nesse estágio, já tinha passado por algumas experiências artísticas, desde festivais escolares e outros festivais, sem contar com as inúmeras horas de ensaio que são necessárias pra se levar algumas horas de música ao palco. Aí começava minha trajetória como músico instrumentista - guitarrista, nesse grupo que se chamava MANVANTARA - expressão hindu meio complicada de traduzir que tem a ver com a Criação do Universo - grupo este que tocava Música Instrumental. Há trinta anos atrás!
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